Antes de empreender, Luana foi bailarina. Estudou oito anos na escola do Bolshoi em Joinville, chegou a se apresentar profissionalmente e, em paralelo, colecionava medalhas em olimpíadas de matemática e astronomia. Depois foi para o MIT, onde conheceu Tarek Mansour e passou verões trabalhando no fundo de Ray Dalio, a Bridgewater.
Em 2018, os dois fundaram a Kalshi, uma bolsa onde as pessoas negociam contratos sobre o que vai acontecer no futuro: eleições, indicadores econômicos, clima, esportes. É um mercado de previsões regulado nos Estados Unidos, diferente da aposta tradicional porque o preço de cada contrato funciona como uma probabilidade.
A virada de chave veio com uma rodada de US$ 1 bilhão liderada pela Paradigm, que avaliou a empresa em US$ 11 bilhões e colocou Luana, dona de cerca de 12% do negócio, no clube dos bilionários. Avaliações posteriores chegaram a cifras ainda maiores. Ao assumir o posto, ela destronou a americana Lucy Guo, cofundadora da Scale AI.
Por trás da história curiosa fica uma lição que vale para qualquer mercado de palpites: o que sustenta uma boa previsão é estatística, leitura de cenário e disciplina, não sorte. Tratar o tema como análise, e não como impulso, é o que separa o profissional do apostador casual.
